Ranco Folclórico "Flor do Sabugueiro"


A associação Cultural e Recreativa de Dalvares foi fundada a 19 de Maio de 1986, tem como finalidade a ocupação dos tempos livres dos Jovens e Adultos, dedicando-se de uma maneira especial à cultura popular, com um Rancho Folclórico e Escola de Música de Concertinas.

RANCHO FOLCLÓRICO - O Rancho Folclórico de Flor do Sabugueiro, fez a sua primeira actuação no dia 30 de Maio de 1987, por altura da Festa do Sabugueiro em Flor, e, a partir daí não tem parado, levando bem longe os usos, costumes, trajes, danças e cantares do nosso povo.

Um pedacinho de Gente do nosso concelho é representado no Grupo Folclórico, podendo observar:

OS MOLEIROS - Quem não se lembra dos moleiros da nossa freguesia, que ainda o sol não nascia e eles, com as taleigas ás costas ou no burrito, iam entrega-las aos clientes?

OS ROMEIROS - Ele de faia na mão e ela com a saca da merenda à cabeça, percorriam as romarias da Região (Senhora dos Remédios; Senhora da Guia; Santa Helena; Senhora da Lapa e Santa Eufémia).

OS CEIFEIROS - Mal a luz brilhava iniciavam o seu trabalho, a fim de aproveitarem a frescura de um verão escaldante. Quantos iam para a chamada "terra quente", lá para os lados de Mirandela.

O PESCADOR - Aquele que bem cedo ou ao anoitecer, mesmo ilegal, colocava os pardelhos feitos em Dalvares, no Rio Barosa, afim de apanhar algumas trutas.

O CASAL - Da tão típica freguesia de Varzea de Serra.

OS NOIVOS - Trajados à boa maneira antiga e popular para esta cerimónia.

TRAJES DE DOMINGO E DIAS DE FESTA - As roupas que outrora se usavam para estes dias que eram levados muito a preceito, dentro das limitações de cada extracto social.

O HOMEM E A MULHER POLHEIRA - Que na nossa Região tinha duas utilidades - No vale, irem para ás podas ou deitar águas ás lameiras em noites de invernia, - em Vila Chã do Monte, para guardarem o gado.

O HOMEM E A MULHER DO CAMPO - Ele com a enxada ao ombro, trabalhando na terra desde o nascer do sol e ela de cesto à cabeça, levando o almoço para que o trabalho se torne mais compensador, vai ainda, aproveitando o tempo pelo caminho, fazendo um pouco de meia ou fiando a lã de ovelha.

Podemos, de facto, recordar aqui os antepassados, nomeadamente como vestiam, cantavam e dançavam.

É deste modo, que este grupo procura preservar os valores do passado desta Região, nomeadamente do Concelho de Tarouca.

Está filiado no INATEL e na Federação de Folclore Português.

Tem participado em vários Festivais de Folclore, Nacionais e Internacionais no País e no estrangeiro.