D A L V A R E S

CASA DO PAÇO edifício senhorial da “Honra de Alvares”, foi inicialmente pertença de Egas Moniz que terá passado aos seus descendentes.

Com arco de volta quebrada datado provavelmente do séc. XIII. Foi totalmente recuperada e remodelada em 2005.

A Casa do Paço de Dalvares foi uma Honra criada no início da Monarquia. Nas Inquirições de Afonso III, aparece designada como a Honra de Alvares ou Adalvares.

Dalvares, foi uma quintã, uma honra antiga que manteve os seus privilégios ao longo dos séculos. Uma “quintã” ou Paço, era o conjunto agro-económico formado pelo núcleo base que é a casa ou morada do senhor, nobre, de dois pisos, com escadas de pedra e diversas dependências, fechada sobre si mesma, neste caso em forma de quadrado, no centro do qual ficava um pátio; em volta uma zona vasta de terra que constitui a “reserva” do senhor, normalmente um terreno cercado, delimitado por muros.

Este é um espaço de administração directa do senhor, explorado pelos seus servos domésticos, mais tarde por jornaleiros, do qual o senhor recebe a totalidade do que se produz. A restante parte dos bens deste conjunto agro-económico, que se pode estender por terrenos mais ou menos distantes, vai ser dividida em talhões que vão ser entregues à exploração de famílias, mediante a celebração de um contrato enfitêutico.

O senhor mantém a posse plena da propriedade, e o usufruto desta fica para o rendeiro, foreiro ou emprazador, o qual tem que pagar uma renda ao proprietário ou senhor. Estes contratos eram diversos, consoante o acordo estabelecido: emprazamentos de uma vida, duas vidas ou de três vidas.

Os documentos consultados a partir do século XVI, reflectem a manutenção de uma estrutura agro-económica deste tipo que se mantém até aos anos 60 do séc.XX, a posse do conjunto das propriedades na mão de uma família nobre, que pelo seu estatuto “honra” a terra que possui, uma terra absoluta do nobre.


É, portanto, uma terra honrada, o que a torna imune em termos fiscais e jurídicos, e cuja existência era confirmada por direito consuetudinário. Ainda hoje perdura uma traição de que quem entrasse pelo arco que dava acesso à Casa do Paço e atravessasse uma pedra onde ainda há uma marca, como que uma pegada gravada numa pedra, ficava livre fosse qual fosse o crime cometido.

Castro de Santa Bárbara: Trata-se de um povoado proto-histórico, situado no monte onde se ergue hoje a Capela de Santa Bárbara.

Igreja Matriz: Construção de dois corpos do séc. XVI, com sacristia adossada e cobertura de duas águas. No interior domina a talha dourada.

MUSEU DO ESPUMANTE: A Casa do Paço, depois de restaurada foi transformada no Museu do Espumante onde é possível ficar a conhecer todo o processo de confecção dos espumantes regionais.

A exposição contém as primeiras máquinas manuais utilizadas no final da década de 40, do século passado, no concelho de Tarouca.

A Casa do Paço de Dalvares possui, ainda, um Espaço de Internet e um Salão Nobre.
Este edifício é também sede da Confraria do Espumante.

Fonte: Texto do Site da Câmara Municipal de Tarouca, fotos da Internet.